Resumo: O presente trabalho estimula uma reflexão relativa à resistência indígena desde a chegada dos europeus até os dias atuais. Para tanto, são apresentadas informações sobre os indígenas Mbyá-Guarani, bem como as ações desses no processo de retomada de terras ancestrais no município de Maquiné-RS, em 2017, problematizando, dessa maneira, a luta pela demarcação de terras no Brasil, um direito social desde a Constituição Cidadã (1988). Ao aprofundarmos acerca da questão indígena no Brasil, é relevante que se considere a convivência, desde séculos passados, com situações de extermínio no contato com os brancos, formas de resistência desde os momentos iniciais da colonização, políticas públicas com ênfase na questão indígena e formas atuais de resistência (retomadas, demarcação de terras) contra ações de retrocesso. Nesse sentido, os objetivos do presente estudo consistem em: a) demonstrar que, desde que passaram a ser vítimas do empreendimento colonial, os povos indígenas brasileiros resistem, até os dias atuais, com lutas pela sua sobrevivência, pelas permanências (territorial, cultural, religiosa); b) evidenciar a resistência dos indígenas da etnia Mbyá-Guarani no seu processo de retomada de terras no município de Maquiné-RS, em 2017 e c) escancarar a convivência dos indígenas, na atualidade, com ameaças a seus direitos, como, por exemplo, o projeto do Marco Temporal. No âmbito das problematizações, apresenta-se o apoio teórico de autores como Ailton Krenak e Maria Cristina Schefer. Com relação aos processos metodológicos, o estudo consiste em uma pesquisa de abordagem qualitativa, com a utilização de pesquisas bibliográficas para a coleta de dados. Como resultados parciais do estudo, observa-se que: 1) os povos indígenas resistiram e resistem contra processos de subalternização; 2) a retomada de terras pelos indígenas Mbyá-Guarani, no município de Maquiné-RS, mostra uma das tantas lutas da atualidade. Considera-se, por fim, que é preciso muita organização e mobilização, de toda a sociedade, contra as ameaças que ainda persistem, como, por exemplo, o projeto do Marco Temporal.
Nível de Ensino:
Ensino Fundamental
Tem protótipo:
Não
Necessita de mesa:
Sim
Área do Conhecimento: Ensino - Ciências Humanas
Integrantes: