Descarte apropriado de medicamentos no município de Xangri-Lá

Autores:

  • Marcelo Oliveira Ribeiro
  • Ana Elisa Vieira Forte

Ano: 2023

Nível de Ensino: Ensino Fundamental

Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências da Saúde

Resumo:
O descarte inapropriado de medicamentos pode gerar impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, como contaminação do solo e da água, risco de intoxicação e até mutações em espécies animais. Do questionamento sobre como a população de Xangri-Lá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, descartava os medicamentos de suas farmácias caseiras, surgiu o presente projeto de pesquisa. Os objetivos deste trabalho são investigar como se dá o descarte de medicamentos por parte dos moradores do município de Xangri-Lá; e investigar o impacto do descarte de medicamentos no meio ambiente e na saúde das pessoas. A pesquisa se justifica pelo fato de o descarte incorreto de medicamentos ser considerado uma ameaça tanto para as pessoas, quanto para o meio ambiente. O ato de simplesmente jogar o medicamento no lixo, sem cuidados, pode expor, por exemplo, catadores e pessoas em situação de vulnerabilidade. Alguns inclusive podem fazer uso das sobras de medicamentos, com graves consequências, como intoxicação. No caso do impacto ambiental, a contaminação do solo e da água inclui a feminização de peixes, em contato com hormônios vindos de anticoncepcionais, e até o surgimento de superbactérias, por causa de substâncias presentes em antibióticos. Para o desenvolvimento foi utilizada a seguinte metodologia: 1) levantamento de artigos, documentos, legislações e reportagens sobre o tema; 2) aplicação de um questionário junto à população local para dados quantitativos; 3) entrevista com técnicos e profissionais ligados à área da saúde no município de Xangri-Lá; e 4) análise, relação e interpretação dos dados coletados. Nos resultados preliminares foi percebido que a imensa maioria das pessoas guarda medicamentos em suas casas e, embora muitas entendam que um descarte adequado seja a melhor opção, ainda são muito poucos os que têm essa prática. A necessidade de campanhas de descarte e postos de coleta também pode ser evidenciada. Com este projeto, se espera compreender não apenas sobre a saúde e o bem-estar das pessoas da cidade, mas também contribuir com dados e informações que ajudem a solucionar, ou ao menos minimizar, este problema.

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