Autores:
Ano: 2023
Nível de Ensino: Ensino Superior
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências Humanas
Resumo:
O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) tem sido um dos principais espaços dedicados à divulgação, bem como à preservação e à conservação de acervos relacionados à temática da história da saúde e medicina. Contudo, devido à expansão dos seus acervos e às crescentes demandas de organização, preservação e catalogação, além da crise sanitária causada pela pandemia de COVID-19, surgiu, no ano de 2020, o projeto “Disseminando o conhecimento histórico da saúde: digitalização e catálogos virtuais de obras raras do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul”, a partir de uma parceria entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, o MUHM e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Inicialmente o projeto produziu quatro catálogos através da digitalização e pesquisa de fontes tridimensionais, teses médicas, obras raras e de referência e documentos hospitalares. Atualmente, o projeto encontra-se em sua segunda etapa, na qual objetiva, de maneira geral, tornar mais acessível a informação e divulgar os acervos presentes no MUHM através da criação e publicação de novos catálogos digitais disponibilizados no website da instituição. Sendo assim, essas obras em desenvolvimento serão divididos em quatro edições: a primeira abordando a documentação relativa à Faculdade de Medicina de Porto Alegre (FAMED), que completa 125 anos, em 2023; o segundo catálogo tratará de manuscritos presentes no acervo do Beneficência Portuguesa; a terceira edição contará com obras raras elencadas pela equipe do Museu; e, por fim, a publicação do acervo relacionado aos jornais do Sindicato de Medicina do Rio Grande do Sul (SIMERS), instituição mantenedora do MUHM. Entre os resultados, destacamos a digitalização de 203 documentos, que serão disponibilizados nos primeiros catálogos ainda a serem publicados este ano. Dessa forma, os acervos do museu se manterão preservados através da redução do contato direto com as fontes, promovendo uma democratização de acesso à informação para os pesquisadores e o público leigo.