TURBANTE: CULTURA E SUAS REPRESENTAÇÕES

Autores:

  • Alexandre Ricardo Lobo de Sousa
  • JULIANA SELLE VINSKOSKI

Ano: 2023

Nível de Ensino: Pós-Graduação

Área do Conhecimento: Extensão - Educação

Resumo:
O uso do turbante é uma forma de representação cultural utilizada por diversos povos, especialmente os africanos, como os indianos e árabes, entre outros.Acabou se espalhando pelo mundo, por isso, foi considerado patrimônio cultural mundial, pois a sua origem não é bem definida.A proposta de estudos sobre o turbante foi desenvolvido a partir do trabalho para um artigo pós-graduação sensu lato do Instituto Federal de Osório, no Rio Grande do Sul, ano de 2023. Aparece na história do Brasil com a vinda dos africanos para o Brasil, que foram trazidos para trabalhar como escravos, por muito tempo, o turbante passou a ser visto como elemento de religião afro-brasileira que por muitas vezes são vistos com preconceito. Nos dias atuais, é considerado um símbolo de resistência do povo negro e enquanto mesmo não sendo negros podemos apoiar esses movimentos e questionar quais pessoas podem fazer o uso do turbante identificando o lugar de fala pelas pessoas que reconhecem o seu significado cultural, conforme a leitura do livro Lugar de fala escrito pela filósofa Djamila Ribeiro, todos nós podemos ter o nosso lugar de fala e se engajar na luta contra essas estruturas sociais preconceituosas. A partir do estudo do artigo escrito por e observações em diversos espaços nas cidades litorâneas do Rio Grande do Sul, realizando oficinas de amarração de turbantes, realizou-se a análise e reflexão sobre a importância do conhecimento sobre os significados do uso do turbante, bem como, a sua utilização como um elemento de educação antirracista aplicado na sociedade onde vivemos. Portanto, o turbante é um elemento cheio de significados culturais presente como representações culturais juntos podemos reconhecer o seu uso como um ato de resistência para romper os preconceitos deixados no transcorrer da história do nosso país e na sociedade onde vivemos que é um resultado histórico e como diz a feminista e ativista Ângela Davis “numa sociedade racista, não basta ser racista. É necessário ser ser antirracista”(na obra Mulheres, raça e classe).

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