Autores:
Ano: 2023
Nível de Ensino: Ensino Médio e Ensino Médio Técnico
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências Humanas
Resumo:
A pesquisa busca responder de que maneira e em que medida controvérsias sociotécnicas sobre inteligência artificial (IA) de conversação (ChatGPT) se apresentam em discursos que circulam entre discentes do Ensino Médio Integrado. As contribuições teóricas utilizadas são baseadas nos Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias e no referencial em Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O objetivo consiste em analisar possibilidades e limites para mobilizar discentes para o exercício da argumentação crítica sobre IA. Essa é um campo do conhecimento, da área da Ciência da Computação, que procura preparar computadores para realizar atividades que a mente humana é capaz de executar. A relevância do estudo está em articular a circulação de sentidos gerais sobre IA, e o ChatGPT em específico, com análises teóricas sobre o chamado complexo internético do qual a IA faz parte. A pesquisa é exploratória, de natureza básica e com abordagem quali-quantitativa. O caminho metodológico percorrido para atingir o objetivo proposto envolve coleta e análise de dados primários e secundários. Os dados primários serão produzidos por meio de questionário aplicado junto a discentes do curso Técnico em Multimídia Integrado ao Ensino Médio, campus Vacaria. Os dados secundários foram coletados pela leitura e interpretação de livros e artigos científicos, conforme o referencial teórico adotado. O tratamento dos dados ocorre de acordo com o método de análise crítico-participativo com visão histórico estrutural. A análise dos dados envolve tanto a apreciação quantitativa (elaboração de gráficos, quadros e tabelas) quanto qualitativa, que se baseia na leitura crítica, descrição e análise sócio-histórica dos dados. O levantamento preliminar da literatura especializada confirma nossa hipótese inicial de que há o que se poderia chamar de “sentido cético-crítico” sobre IA. Ou seja, um sentido questionador tanto da atração e admiração excessiva (posição tecnófila) quanto da aversão e medo extremo (posição tecnofóbica) nas relações entre humanos e IA. A análise realizada até o momento permitiu reflexões sobre potencialidades e limites para a promoção de processos educativos integrais que possibilitem a intervenção pública, crítica e cidadã de discentes em controvérsias sociotécnicas em tempos de intensificação de socializações mediadas por intencionalidades de grandes empresas de tecnologia (Big tech).